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COMUNIDADE
Setembro 2019
serio5Quantos meses cada Brasileiro trabalha para manter o estado com seus impostos? Quanto vale uma vida para o Estado?

Será que as famílias que perderam tudo não têm o direito de uma justa indenização para recomeçar suas vidas de forma digna? As famílias que perderam um ente receberam em dinheiro R$ 500,oo e o equivalente em móveis e utensílios domésticos outros R$ 4.500,oo. Nós Brasileiros que sustentamos o nosso Estado só valemos isso?

Uma vez que as famílias foram retiradas de suas residências por ordem judicial pelo fato da área representar risco para as suas vidas, quem deve responder pelo retorno das famílias ao local, já que a ordem  judicial foi desrespeitada? Recentemente, a imprensa piauiense divulgou que o Ministério Público do Estado está cobrando a punição da Emgerpi - Empresa de Gestão de Recursos do Piauí -, e do Governo do Estado com o pagamento de indenização por danos morais e materiais, além de indenização pelas perdas de familiares na tragédia de Algodões I.



O MPE argumenta que a Emgerpi e o Estado 20090531101737_3a557deverão ser responsabilizados por permitirem a volta das famílias à área de risco sem um laudo técnico comprovando que a barragem não se romperia. Dizem que perguntar não ofende, então tenhamos a coragem de indagar as autoridades do nosso Estado: quando estas famílias terão acesso aos seus direitos? As casas que seriam para estas famílias, já foram concluídas e entregues?

De acordo com o  presidente da AVABA, o então secretário de Defesa Civil  informou que o governo do Estado do Piauí recebeu 9 milhões de reais para a reconstrução de casas populares destinadas às famílias atingidas pela barragem.  Foram construídas 381 casas?  Qual é o custo de cada uma dessas casas informado pelo governo do estado?  E de acordo com o levantamento dos pedreiros e da população local, quanto custa cada casa mesmo? E a indenização que as famílias deveriam receber, já está sendo repassada?

Não podemos deixar que apaguem da nossa memória aquele terrível dia. O Documento de Aparecida (467) nos fala que hoje assistimos a novos desafios que nos pedem ser voz dos que não têm voz, porque diante da exclusão, Jesus Cristo defende os direitos dos fracos e a vida digna de todo ser humano. De seu mestre, o discípulo tem aprendido a lutar contra toda forma de desprezo da vida e da exploração da pessoa humana (DA 358).
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